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Labirinto e Identidades

Por: Rubens Fernandes Junior

Labirinto e identidades, por Rubens Fernandes Junior, para o livro Panorama da fotografia no Brasil (1946-98), Editora Cosac & Naify.

“Na década de 1980 surgiram fotógrafos que até hoje desenvolvem suas atividades com grande afinco. Entre os escolhidos para esta mostra, encontram-se os trabalhos de Juca Martins, Nair Benedicto, Mario Cravo Neto, Antonio Saggese, Miguel Rio Branco, Araquém Alcântara, Pedro Vasquez, Marcos Santilli, Kenji Ota, Luiz Carlos Felizardo, Sebastião Salgado, Cristiano Mascaro, Arnaldo Pappalardo, Carlos Fadon Vicente, responsáveis pela consagração da fotografia brasileira no panorama internacional, com independência política no fotojornalismo e singularidade na reconstrução do olhar e da imagem brasileira. ”

[…] O fotógrafo Araquém Alcântara, um dos pioneiros na documentação ambiental contemporânea, iniciou seu trabalho de denúncia na cidade de Cubatão, o núcleo mais poluído do país, para aos poucos transformar-se em um fotógrafo ativamente preocupado com a preservação da natureza.

Ele usa a fotografia como uma arma do conhecimento e como um poderoso instrumento para documentar aquilo que deveria ser eterno. Por isso mesmo, ele assume sua obra não só com um compromisso político, mas também como uma militância e tenta, através da intuição e da paixão, expressar visualmente os mistérios da criação.

Alcântara materializa a natureza pela imagem, traduzindo dialeticamente a oposição entre homem e seu habitat. Seu trabalho é um dos primeiros a criar uma memória e uma identidade visual nacional, transportando-nos para espaços desconhecidos e de raríssima beleza, sem se iludir nem se deixar seduzir pelos efeitos fáceis e banalizados que a fotografia de natureza pode produzir.

Seu olhar contemplativo cria uma atmosfera diferenciada, fazendo emergir, com otimismo e esperança, a exuberância da nossa natureza e a dignidade do homem brasileiro que vive em suas proximidades. Um olhar politizado e esclarecedor, que também quer denunciar as injustiças e a estupidez humana na sua eterna obsessão de violentar o outro e transformar nossos santuários ecológicos em inóspitos desertos. Um trabalho sem ansiedade, necessariamente exaustivo e paciente, marcado pelo encantamento de fotografar para acumular memórias e para compreender a espantosa diversidade da mãe-natureza.

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